NOTÍCIAS:Dia do Cliente - 15 de setembro: o paciente no centro do cuidado na cirurgia de Mohs

16 de setembro de 2026
Ontem foi Dia do Cliente. E a data me fez pensar sobre essa palavra que, durante muito tempo, pareceu não combinar com a medicina: cliente.
Na minha formação, durante a faculdade e a residência, não lembro de ouvir falar do paciente dessa forma. Talvez até soasse comercial demais. Talvez por isso tive algum preconceito quando ouvi essa abordagem pela primeira vez.
Mas anos depois, já trabalhando na saúde privada, comecei a entender melhor esse conceito. O paciente também é um cliente no sentido de que merece uma boa experiência: ser acolhido, respeitado, bem informado, ter seus horários e suas dúvidas considerados e sentir que existe cuidado em cada etapa da sua jornada.
E aquela máxima “o cliente sempre tem razão” como fica na medicina? Não funciona, certamente. Nosso papel é justamente dizer aquilo que o paciente não gostaria de ouvir. Orientar o que é necessário, e não necessariamente o que é desejado.
Mas o conceito de cliente é importante porque nós lembra que a medicina pode dizer verdades mas de maneira sútil dentro da melhor experiência possível.
Ainda assim, existe outra particularidade: nem sempre uma boa experiência significa uma lembrança positiva.
Já ouvi pacientes dizerem que não querem voltar a determinado hospital porque perderam alguém querido ali. Não porque tenham sido mal atendidos, mas porque aquele lugar passou a representar uma memória dolorosa.
Isso me lembra que, na saúde, podemos cuidar de muitos aspectos da experiência — e devemos fazer isso da melhor maneira possível. Mas não controlamos todos eles.
Talvez por isso sempre tenha soado estranho a palavra cliente para o paciente. Mas no dia do cliente, que possamos fazer tudo aquilo que está ao nosso alcance para que, mesmo nos momentos difíceis, o paciente se sinta cuidado.